Em meio ao vale inerte.

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Padece mais uma vez eu ,mais um homem pobre, carne fraca e esqueçida.
Apenas sangue largado a esmo nos brancos corredores da morte.
Gritos não ouvidos,gemidos ignorados, lagrimas escorridas
olhos fechados.
Olhos do decrépto ser doente ,antes vigoroso e heróico.
O brilho se foi , a esperança se foi .
Resta apenas contemplar a própria derrota.
O ultimo traço de luz se desvaneçe a cada suspiro, largado em escombros e sucatas de partes sombrias e frias da minha mente,em reação meu corpo enfraquecido sucumbe a dor.
e faz da agonia incuravél.
NAO HÁ MAIS MÉDICOS.
NÃO HÁ MAIS REMÉDIO.
NÃO HÁ MAIS CURA.
mas assim mesmo a vida continua a impor seu massacre a mim
e quando nao mais consegui pagar o preço
não mais sera preciso viver.
e te peço,te imploro de joelhos que seja o sopro de esperança no meu vale inerte de dor e apatia
e quem sabe algum dia eu passarei de um mero ser inóculo a alguém que novamente poderá transpor muralhas e ter direito a uma vida mesmo que essa seja trilhar pelo caminho da fúria e do sangue sonhando com a tão almejada felicidade

Doom.

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